Nossa História

Em 1983 , atendendo orientação dos especialistas em ranicultura, a Ranamig escolheu uma área de 60 mil metros quadrados com uma disponibilidade mínima de 10 litros de água por segundo, com PH médio de 6,8 além de muitas outras exigências para instalar o seu ranário aderindo à prática que tanto crescia no país.

Era um projeto grandioso que previa até uma infra-estrutura para a produção de alimentos: verduras, legumes e frutas doces para girinos. Para as rãs, seria construído um grande minhocário e instalações especiais para a produção de larvas de moscas, dentre outras, com investimentos caríssimos.

Um matrizário para 500 casais; uma bateria de 50 tanquinhos para eclosão das desovas; muitos tanques para engorda e retenção do crescimento de girinos; enormes tanques de metamorfose com caixas de capturas de imagos e dezenas de baias para a engorda de rãs, em regime de confinamento.

Até a fase da metamorfose, tudo correu muito bem. Mas na engorda, o desastre foi total: Podemos contabilizar abaixo as maiores dificuldades que enfrentamos na época e que até hoje continuam inviabilizando a prática da ranicultura convencional, a nível comercial.

Climatização: o clima da região impedia o crescimento e engorda das rãs durante o inverno e a climatização do ambiente criatório é impossível no sistema aberto.

Canibalismo: Na fase de engorda as instalações dificultavam ou mesmo impediam a separação dos animais por tamanho. As maiores comiam as menores e no final, sobravam apenas 10% do plantel.

Predadores: fácil acesso de ratos, gatos, pássaros e pessoas.

Investimentos: Na época, para uma produção de apenas 200 kg/mês estimava-se um investimento em torno de US $250,00/Kg de peso vivo ou aproximadamente US $50 mil, numa área útil de 200m². Hoje, no Sistema Vertical pode-se engordar 1250 rãs/mês ou 250 Kgs/mês com 3 equipamentos de 21 andares, em apenas 3 M² de área útil (mais circulação) com apenas 10% desse valor.

Espaço Físico: Até hoje, desde 1935, a densidade de criação nos sistemas convencionais gira em torno de 30/50 rãs/M². No SVA já atingimos a média de 1800 Rãs/M² no equipamento com 21 andares, porém por motivos de facilidade no manejo trabalhamos com o SVM com 10 a 15 andares, ja que com 21 andares ele atingiria 3,55m.

Outras dificuldades: Manejo alimentar, manejo animal, manejo profilático, ganho de peso e principalmente produção contínua, somados aos anteriores continuam sendo os grandes problemas da ranicultura convencional, a nível comercial.

Não fosse a extrema dedicação dos técnicos da Ranamig a empresa teria abandonado o projeto pois as estatísticas revelavam que: entre cada 10 pessoas que aderiram tempos atrás a moda da Ranicultura, pelo menos 9 desistiram, com perda total dos investimentos.

Em 1984 foi realizada a implantação do ranário RANAMIG no sistema convencional de confinamento. Em1986 nasce o Sistema Vertical Ranabox – S.V.R. evoluindo para o Sistema Vertical Aquicultura -S.V.A. onde já se podia criar animais aquáticos de pequeno porte e, hoje, o Sistema Vertical Multifuncional - S.V.M., depois de comprovada eficiência na criação de outros animais aquáticos e até mesmo terrestres.

O Sistema Vertical Multifuncional, que ainda é conhecido simplesmente como Ranabox, encontra-se, hoje, no mais alto patamar da tecnologia para a criação de animais de pequeno porte com uma estrutura cada vez mais leve e fácil de montar, sem contar com os avanços na automação e manejo em que o SVM se encontra.