A BIOLOGIA DA RÃ
Características Gerais
Os anfíbios (Amphibia) são animais que possuem duas fases distintas de vida, vivendo na água, de forma similar aos peixes, e depois de sofrerem uma verdadeira metamorfose na anatomia e fisiologia de seu corpo, passam a viver fora da água. São assim classificados:
Filo: Chordata (possue notocorda);
Sub filo: Vertebrata (vertebras);
Grupo: Gnatostomata (mandíbula);
Super classe: Tetrapoda (quatro patas);
Classe: Amphibia
Super ordem: Salientia (vagaroso);
Ordem: Anura (sem cauda);
Família: várias (dezoito no Brasil)
As rãs possuem importância econômica por possuírem carne muito apreciada pelo homem, além de serem historicamente empregadas nas pesquisas biológicas, farmacêuticas e medicinais como cobaias. No Brasil, existem várias espécies de rãs de grande porte, que pertencem a família Leptodactylidae rã-manteiga, rã-pimenta, gia, etc.).
Para conhecer um pouco mais sobre a Rana catesbeiana:
Família: Ranidae;
Gênero: Rana;
Espécie: catesbeiana;
Nome comum: rã-touro.
As espécies da família Ranidae (inclusive a rã-touro), se diferenciam das espécies da família Leptodactylidae (dedos terminados em ponta) por possuírem membranas natatórias entre os dedos, (tipo pé-de-pato). A Rana catesbeiana é originária da América do Norte, mas foi introduzida no Brasil por empreendedores que viram nesta espécie grandes potencialidades comerciais pelas qualidades nutricionais e sabor delicado de sua carne.
O Acasalamento
As fêmeas produzem ovos que ficam localizados nas laterais do seu corpo. Quando o macho está preparado ele começa a coaxar. No caso da rã touro, o coaxar do macho é semelhante ao mugido de um touro, daí o nome da espécie. Se a fêmea aceitar o macho ela se coloca em posição de recebe-lo. O macho a abraço por cima pressionando os braços sobre os ovários da fêmea, fazendo com que os ovos seja expelidos. No mesmo instante ele expele seus espermatozóides sobre os ovos fecundando-os.
A Desova
Assim que a desova é fecundada, o casal é retirado e a mesma transferida para um local adequado. Se tudo correr bem, nos três dias seguintes ocorre a eclosão, iniciando o período larvário quando começam os batimentos cardíacos. Eles se alimentam da reserva embrionária que protege o ovo.
O Girino
Daí até a metamorfose, o girino respira como os peixes, por brânquias, se alimenta de ração e frutas doces. Ele leva pelo menos três meses para chegar à metamorfose. Esta pode ser retida com a variação de temperatura. Quanto menor, mais tempo leva para o girino se transformar em rã.
A Metamorfose
Essa é a fase que o girino absorve a cauda, cria patas traseiras e dianteiras, abre o restante da boca e passa a respirar por pulmão não precisando da água para sobreviver. Esse é o momento crucial que irá determinar toda a vida da rã beneficiando ou prejudicando o seu desenvolvimento.
O Imago
O imago é o girino recém transformado. É a rã de um dia. Aquela que passou completamente pela fase da metamorfose estando inteiramente transformada.
A Rã
A fase de rã é a fase final onde ela viverá toda a sua vida que pode variar de oito a quinze anos e até a dois quilos. Nessa fase ela respira por pulmão e pode morrer afogada se colocada em área alagada profunda. O peso ideal de abate, no entanto é de 200 a 250 gramas que é atingido, aproximadamente aos três meses desde a metamorfose no SVA. Nos sistemas convencionais, esse período pode alongar muito mais devido às suas condições.
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