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REPORTAGENS

 

Rãs produzem substâncias que combatem as infecções
Reportagem “O Globo” de 12.02.92

Substâncias secretadas pelas rãs poderão ajudar no tratamento de herpes e de outras infecções. Dois pesquisadores australianos descobriram que as rãs produzem compostos químicos que podem ser a base de novos antibióticos e antivirais. Até agora já foram isolados 35 tipos de peptídios (compostos aminoácidos) secretados pelas glândulas de diversas espécies de rãs (glândulas das peles).

O bioquímico John Bowie e o especialista em anfíbios Mike Tyler da Universidade de Adelaide, começaram o estudo interessados na resistência que os batráquios têm a infecções. Eles descobriram que as rãs têm um verdadeiro coquetel de peptídeos que as protege da ação de microorganismos patogênicos, como as bactérias. Segundo Bowie, um dos peptídeos isolados se mostrou eficiente contra o agente infeccioso ESTAFILOCOCO DORADO, resistente a todos os antibióticos conhecidos.

Rãs Salto integrado
Revista Globo Rural / Fevereiro - 1999

"Sistema desenvolvido por engenheiro de Minas Gerias divide animais em bandejas superpostas , facilita o manejo e atrai criadores em sítios e áreas urbanas”

Depois de muitos anos de trabalho na cidade, administrando sua fábrica de laminados ou dando consultoria a outras empresas, o engenheiro e economista mineiro Haroldo Aguiar resolveu deixar para trás a correria urbana. Ao traçar seu programa para conseguir uma vida mais tranqüila, 12 anos atrás, decidiu iniciar uma criação de rãs, muito propagada nos anos 80 como boa opção de negócio rural. Como aconteceu com muitos que entraram na ranicultura naquela época, seu entusiasmos durou pouco, apenas até o início da fase de engorda do bichinhos. "Enfrentei problemas com canibalismo, predadores e era trabalhoso separar as rãs pequenas das grandes", conta.

E as dificuldades se tornavam mais dramáticas devido ao investimento alto que tinha feito, em torno de 50 mil reais, para construir os tanques de concreto de 600 metros quadrados, exigido pelo sistema convencional de criação. Muitos criadores iniciantes acabaram desistindo das rãs por não conseguirem enfrentar os problemas técnicos e saíram com grande prejuízo pelo investimento feito na construção dos tanques. Persistente, Haroldo Aguiar decidiu procurar uma forma de superar as dificuldades.

"Depois do tombo, fiquei pensando na possibilidade de uma instalação pequena e mais barata"; diz Aguiar. Tanto pensou que acabou inventando um equipamento que parece um armário com prateleiras em que as rãs são divididas em vários andares. Era uma forma de enfrentar a dificuldade principal: o canibalismo, que ocorre durante o primeiro mês de engorda, período de maior crescimento das rãs. Ele usou as chapas de compensado de sua fábrica para separar os bichinhos por tamanhos, colocando-os em andares diferentes. A solução mostrou-se eficiente. "Levei um susto, porque elas não morreram", lembra Aguiar.

Os primeiros modelos de seu equipamento surgiram no final dos anos 80 e, a partir daí, a inovação, batizada de SISTEMA VERTICAL RANABOX, vem sendo continuamente aperfeiçoado. O sistema já foi mostrado em Globo Rural - Novas técnicas, edição 69, julho de 1991). Graças à sua criatividade, Aguiar não só pôde continuar no negócio da ranicultura, como também passou a fabricar e vender os equipamentos.

O RANABOX, com andares formados agora com bandejas de poliestireno, um plástico moldável, realmente ocupa pouco espaço - um módulo pode ser instalado em 1 metro quadrado. Nas onze bandejas que o compõem, dispostas em dez andares, é possível completar a fase de engorda das rãs desde a metamorfose até atingirem cerca de 200 gramas, peso propício para o abate, dividindo-as sempre em grupos de mesmo tamanho. "O mais importante é que não existe mau cheiro, pois os animais são tratados só com ração, e um sistema de descarga limpa as bandejas ao mesmo tempo", diz Haroldo. Em cada módulo, em um ciclo de três meses, é possível preparar para o abate 600 rãs.

Para a venda do equipamento, que custa R$ 840,00, há dez anos o engenheiro e ranicultor criou uma empresa, a RANAMIG, instalada em Betim, a 30 quilômetros de Belo Horizonte, MG. Em uma área total disponível de 20 mil m², ele mantém os sistemas em operação, em apenas 100 m², não apenas para produzir carne. O funcionamento é uma forma de laboratório de pesquisa para a verificação contínua de resultados, e assim encontrar pontos para aprimorar o sistema, e também serve como demonstração para interessados em iniciar a criação usando módulos verticais. Cláudio Aguiar, filho caçula de Haroldo, recebe ali os futuros criadores dos animaizinhos para cursos e estágios didáticos sobre ranicultura pelo sistema vertical. "Temos condições de hospedar as pessoas que vêm de longe", informa Cláudio, em seu escritório onde até o telefone tem formato de rã.

Cláudio e a equipe da RANAMIG já implantaram mais de 200 equipamentos em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Ceará, Piauí, Distrito Federal entre outros lugares. "Distância não é o problema, pois queremos difundir esse método", afirma o jovem Aguiar. Para os criadores iniciantes, a Ranamig propõe um sistema de parceria e integração semelhante ao existente nos setores avícolas e suinícula, em que entra com os equipamentos e assistência técnica. Hoje já reúne mais de 60 criadores envolvidos no método vertical de produção. Juntos, eles respondem por até 10 toneladas de carne vendidas em Minas Gerais a cada mês. "Trabalhamos com criadores de vários níveis, desde aqueles que entregam 300 rãs por mês até os que produzem 10 mil animais", afirma Haroldo. Em sua concepção, o número de integrados não deve crescer muito, já que o sistema de parceria seria mais uma forma de apoio para que os criadores vençam a etapa inicial do negócio.

O ideal é que, aos poucos, eles próprios criem sua estrutura de vendas e desenvolva seu mercado, tornando-se independentes. O inventor não deixa de tentar aprimorar o funcionamento do equipamento que criou. Seu objetivo é modernizá-lo, automatizando algumas operações, sem deixar de lado a simplicidade do sistema. "Fico satisfeito em saber que uma necessidade particular, tenha tomado essa dimensão", diz Haroldo Aguiar. Hoje, ele tem a vida que havia planejado há uma década com direito ao descanso que sempre almejou. Sua rotina agora é bem mais amena, com tempo de sobra para alguns hábitos sagrados, como logo no começo do dia ler jornal e tomar consomé de carne de rã.

Engorda na bandeja
Na prateleira, muita água e boa ração

A especialização de criadores em fases determinadas do desenvolvimento é uma tendência crescente mesmo no caso de pequenos animais, como na ranicultura e na piscicultura. O sistema Ranabox surgiu para tornar mais eficiente a fase de engorda, iniciada depois de completada a metamorfose da rã. Muitos criadores que adotaram o sistema compraram as rãnzinhas de criatórios nos quais é feita a reprodução e os bichinhos vivem suas fases iniciais de vida. Primeiro como girinos, peixinhos na aparência, ganhando a seguir pernas, braços e perdendo a cauda no processo de metamorfose.

Transformam-se assim em imagos, nome que se deve ao fato de já terem a imagem definida que manterão na vida adulta. O animal faz valer sua qualidade de anfíbio: passa a alternar sua vida na água e fora dela e permanece no tanque de metamorfose até o momento em que pode saltar. Aí já deve ser transferido para a engorda.

Dedicando apenas às etapas de crescimento e engorda dos animais, o iniciante na atividade ficará livre dos problemas nas fases de crescimento de girinos e transformação de imagos, afirma Cláudio Aguiar, coordenador dos cursos da Ranamig. Para conseguir melhores resultados, ele aconselha colocar no Sistema Ranabox imagos com peso acima de 10 gramas. Outras recomendações básicas são o cuidado na manutenção da limpeza e da temperatura interna em torno de 28º C.

As aberturas dos dois lados de cada bandeja facilitam o manejo e permitem maior controle da produção e a observação do desenvolvimento dos animais. A seleção por tamanho torna-se mais prática e evita-se, assim, o canibalismo. Aguiar garante que, em pouco mais de dois meses, as rãs atingem 200 gramas e estão prontas para o abate. "No sistema tradicional, o ciclo é de quatro a seis meses", compara. O Sistema Vertical Ranabox mudou muito desde sua criação por Aguiar. Na medida em que ganhava experiência na criação , ele procurava aperfeiçoar o equipamento.

No início da invenção do Sistema Vertical Ranabox (SVR), os andares eram montados com compensados de madeira, a água era colocada em bacias de plástico e a alimentação misturava ração e larvas de mosca.

Os boxes eram de compensado, piso liso e instalados em três andares; em cada piso, eram acomodados de 20 a 30 animais; somente 25% do ambiente eram aquáticos e construídos de forma simplória: três bacias de lavar roupa; a alimentação era constituída de 70% de ração e 30% de larvas de moscas vivas; a água chegava até as bacias do andar superior e descia por gravidade para os andares inferiores, por meio de pequenos tubos reguladores. A limpeza era de forma manual, retirando-se cada tubo, a fim de eliminar excrementos dos bichos e restos de comida.

Atualmente , o equipamento Ranabox é construído em poliestireno , um tipo de plástico reforçado e moldado sob forma de bandejas. Elas são colocadas em até 21 andares;

O ambiente de criação e 100% aquático e a alimentação é feita somente com rações inertes. A ração é jogada às rãs em pequenas porções, quatro vezes ao dia, para evitar sujeiras e desperdício. O movimento da água engana as rãs e o alimento se parece com coisa viva, uma necessidade do animal.

Cada bandeja recebe a água, através de um tubo vertical com orifícios feitos nas laterais do equipamento. Garante-se assim a renovação permanente do líquido. Um tubo central, chamado telescópio, que atravessa todas as bandejas, é o responsável pela descarga realizada após cada trato digestivo do animal: quatro vezes a dia. Quando esse mecanismo é acionado, a sujeira das badejas é eliminada de uma só vez por gravidade.

Para instalações maiores e complexas, o Sistema Vertical pode ser ligado a uma fonte de abastecimento de água aquecida. depois de servida, volta a ser tratada, filtrada e esterilizada. Depois, retorna para o abastecimento formando um circuito fechado."

Editorial – A escolha do Sistema de Produção IX ENAR & TECNOFROG’ 97 Jornal Rãnfibio

Com essas duas primeiras edições estamos inaugurando o ‘RÃNFÍBIO’, o informativo bimestral da AR-SVR. De estilo simples, mas progressista, pretende ele marcar época nos anais da Ranicultura brasileira. Afirmamos isto, na certeza de poder contar com a valiosa e indispensável participação de todos produtores de rã, em parceria ou independentes; micros, pequenos ou médios, não importa o tamanho e sim a disposição de trocar experiências acumuladas, discutir problemas e arranjarmos juntos, soluções para todos eles.

A ranicultura no Brasil e no mundo, ainda é carente de criatividade e de novas técnicas. O sistema de criação que escolhemos para engordar nossas rãs, também carece de melhorias. Como “equipamento” ou como “máquina” ele permite no entanto, a adaptação de vários periféricos, como num computador! Estamos próximos de um alto nível de automatização apesar dos muitos avanços tecnológicos já alcançados. Não será exagero portanto, sonhar com custos de produção menores que os do frango! Há cinco anos atrás, um “operador ranabox” cuidava de apenas 4 equipamentos de 4 pisos e 3.200 rãs. Hoje, com os novos modelos, já em operação e mais automatizados, o mesmo “operador” cuida de 10 equipamentos de 21 pisos cada e mais de 15.000 rãs! Foi um grande avanço... um grande progresso, mas agora, unidos em regime de parceria na produção, temos certeza que conseguiremos muito mais!

Outra grande meta, muito próxima também, é a parceria para industrialização de carne! Precisamos pensar grande! Precisamos aumentar a produção, abrir e conquistar novos nichos de mercado! Precisamos iniciar a industrialização da carne e seus derivados! Nenhuma outra carne apresenta tantas propriedades nutritivas inigualáveis e com importantes propriedades medicinais que pouca gente conhece!

Somente com o aumento substancial da produção, com a industrialização e uma drástica redução de custos, poderemos popularizar o consumo e contribuir para o “social”, diminuindo assim, a miséria nutricional a que aproximadamente, dois terços da nossa população é submetida! Excesso de produção? Saturação de mercado? Exportação? Nem pensar! Se compararmos somente com o consumo de carne de frango do país (1994), o consumo de rã é tão inexpressivo que não chegaria a 0,0055% desse vasto mercado! Hoje, o consumo de carne de rã, ainda é 18.000 vezes menor que o consumo de carne de frango! Porém, para conquistarmos apenas uma pequena parcela de tudo isso, será preciso mais tecnologia; precisamos ser mais competentes e bons parceiros!

Você, produtor SVA, em parceria ou independente... conte sempre com nosso apoio, nossa administração, nossa parceria e sobretudo nossa fidelidade! Procure-nos!

As perspectivas da Criação de Rãs no Brasil
Jornal Rãnfibio:

Desde 1935, cria-se no Brasil a Rana Catesbiana Shaw (Rã Touro) cujo desempenho aqui, tem-se mostrado muito superior ao do seu país de origem. Na América no Norte, as informações disponíveis referem-se a uma duração, na fase de girinos, de 2 a 4 anos! E, aqui, de apenas 2 a 4 meses! O peso de abate, no hemisfério norte só é alcançado após 3 a 4 anos! E no Brasil em apenas 3 a 4 meses!

A Rã, por se tratar de um animal anfíbio, tem uma conversão alimentar muito melhor que a do frango. Sabe-se que o preço de venda do frango vivo, hoje, dificilmente ultrapassa R$1,00 / kg e a carne de Rã chega a ser comercializada por até R$7,50 / kg (peso vivo)!

Mas, essa excepcional margem de lucro é desperdiçada pelo criador durante o processo de produção, em instalações ou sistemas de criação inadequados. A Rã, mesmo, não tem qualquer culpa pelas falhas do projeto ou incompetência do criador. Os altos índices de mortalidade, causados por canibalismo, doenças e falhas de manejo seriam substancialmente reduzidos ou mesmo eliminados se observadas fossem algumas poucas regras e cuidados especiais, indispensáveis à sobrevivência e desenvolvimento do animal criado em cativeiro e em regime de confinamento e que abaixo resumimos:

1) Estudar Ranicultura: Há muita bibliografia à disposição, tais como, livros, revistas, vídeos, bons cursos e até cursinhos!

2) Visitar Ranários: e discutir as experiências acumuladas, positivas e principalmente as negativas com o criador que tenha pelo menos 3 anos de vivência. Todo criador já passou por fases críticas e ainda passa!

3) Estagiar em Ranários: Uma só visita não basta. É preciso conviver com a criação e com o sistema adotado antes de iniciar qualquer investimento!

4) Escolher o sistema de criação: aquele que garanta ao animal e ao seu criador, a satisfação de todas as suas necessidades: AO ANIMAL

a) Confronto térmico (Climatização do ambiente criatório inclusive a água)

b) Facilidade de manejo (Profilaxia – limpeza – alimentação e principalmente separação por tamanhos)

c) Proteção contra predadores, principalmente, os de duas pernas.

AO CRIADOR

a) Baixo investimento inicial;

b) Facilidade de produção e controle

c) Produção contínua (o ano todo)

d) Rápido retorno e boa lucratividade

Potencial Econômico Da Criação De Rãs
Em 1970 o preço médio do kilo do frango era de 4,50 passando a 1,25 em 1994 com uma redução de 72%. A produção era de 217 mil toneladas por ano passando a 3 milhões em 1994. O consumo era de 2 kgs por pessoa por ano passando a 18 kg em 1994.

O Consumo per capta/ano, é hoje de apenas 1g de rã contra 18.000g de frango. O mesmo pode acontecer com a rã .

 

-- Formação de ranicultores --

 

FORMAÇÃO DE RANICULTORES

Ao contrário do que muitos pensam, tornar-se um ranicultor não é difícil nem requer investimentos enormes. Existe uma solução para cada perfil.

O processo ideal é o seguinte:

1° - Esclarecimento: para esclarecer-se melhor sobre a atividade, o interessado deve adquirir o vídeo em VHS/DVD para uma instrução melhor sobre a atividade e uma análise para uma decisão mais acertada.

2° - Treinamento: para ter sucesso em ranicultura é preciso entender de ranicultura. O interessado deve fazer o Curso de Introdução em Ranicultura com 9h/aula para adquirir noções práticas do dia a dia da atividade e se preparar para obter o melhor desempenho possível. No caso de um ranário de porte maior é imprescindível que haja um treinamento com as pessoas que irão tratar das rãs pelo Curso de Tratador de Rãs onde o mesmo experimentará a prática de todos os manejos existentes na ranicultura.

3° - Projeto: para o caso de um ranário de maior porte, é imprescindível a realização de um projeto abrangente que preveja todas as condições a que o empreendimento deve se sujeitar no curto e longo prazos, planeje as ações para se cumprirem os objetivos comerciais. Nesse momento deve-se levar em conta todas as variáveis que influenciam o ranário, como local, água, instalações, plantel, pessoal, etc.

4° - Implantação: nesse momento, devem ser adquiridos os equipamentos SVA de acordo com o planejado. Aí será feita a montagem dos mesmos, as instalações de água, esgoto e eletricidade, a aquisição e instalação do plantel inicial bem como todos os outros detalhes previstos no projeto. Nesse momento, as obras necessárias devem estar prontas.

5° - Assessoria: depois de implantado, o ranário deve receber assessoria contínua de um técnico em ranicultura para que as atividades não sejam prejudicadas e corram dentro dos padrões de qualidade estabelecidos com o fim de garantir o sucesso do negócio. É de suma importância que haja essa assessoria contínua para que o ranicultor não se sinta sozinho em seu negócio e venha a ser desestimulado com a ocorrência de possíveis problemas.

6° - Certificação: estando funcionando perfeitamente, a Ranamig estará avaliando o empreendimento dentro dos padrões de qualidade estabelecidos e conferindo o “Certificado de Qualidade de Criação de Rãs em Sistema Vertical Aqüicultura” caso tudo esteja dentro do previsto.

7° - Comercialização: com a qualidade garantida é hora de comercializar o produto. Aí devem ser implantadas as estratégias de marketing e de vendas anteriormente traçadas no momento do projeto. Daí em diante é só se esforçar para manter os níveis de qualidade e seguir rumo ao crescimento.

RANICULTURA DOMÉSTICA

Graças à mobilidade e facilidade de instalação do Sistema Vertical Aqüicultura, permitindo criar grandes quantidades de rãs em pequeno espaço, é possível começar um pequeno ranário dentro de casa, no apartamento ou até mesmo no sítio.

Na ranicultura doméstica é comum a prática apenas de engorda de rãs. O ranicultor compra o imago e engorda-o até o ponto de abate. É possível fazer a reprodução e a girinagem em casa, mas as instalações necessárias para tal podem inviabilizar o projeto num espaço tão reduzido.

O que é preciso:

Ter disponível um cômodo que caiba o seu Kit Doméstico. Não precisa ser exclusivo. Pode ser um cômodo que já seja usado para alguma coisa, desde que caiba o equipamento SVA. Ele ocupa um espaço de 0,80 x 1,15m e altura varia de acordo com o número de pisos que se instalará. Preferencialmente, o piso e as paredes devem ser laváveis porque a utilização de água é constante no SVA.

Ter um ponto de água potável e uma saída de esgoto. A água pode chegar e sair do equipamento por uma tubulação ou por mangueiras.

Como você pode ver, a ranicultura doméstica é uma realidade e está bem acessível a você. Você pode se tornar um ranicultor em sua própria casa ou apartamento sem precisar fazer grandes esforços ou investir grandes quantias. Converse conosco.

RANICULTURA COMERCIAL

Graças à tecnologia do Sistema Vertical Aqüicultura, você pode ainda se tornar um ranicultor doméstico de pequeno, médio ou grande porte, dependendo do seu interesse. O SVA, combina facilidade de manuseio e altíssima taxa de produtividade em relação aos sistemas convencionais.

O que é preciso ter:

Local apropriado, podendo ser em zona urbana ou rural. Utiliza-se um cômodo, salão ou galpão, dependendo da quantidade de equipamentos SVA que se desejará instalar. Isso é definido no projeto do empreendimento.

Fonte de Água permanente. Para o caso de um ranário comercial, não é aconselhável o uso de água clorada, a não ser na parte de engorda. Mas como haverá um interesse em reprodução e girinagem, recomenda-se o uso de poço artesiano, nascente ou água captada de rios. Mas não se esqueça, é preciso haver um estudo prévio da água a ser utilizada, verificando os seus níveis de PH, oxigenação e contaminação. Caso não haja uma fonte permanente de água, o ideal é usar a reciclagem com a instalação de reservatórios superiores e inferiores de água para retenção de matéria sólida, oxigenação e esterilização da mesma.

A configuração dos kits comerciais será feita de acordo com o projeto antes definido. Considera-se ranário comercial de pequeno porte aquele que tenha instalações de 3 a 5 equipamentos SVA. Médio porte aquele que tem de 6 a 30 equipamentos SVA. E de grande porte aquele que tem mais de 31 equipamentos SVA.

Se você tem uma área apropriada em casa, no sítio ou na fazenda e dispõe de possibilidade de um investimento maior, seu perfil é de um ranicultor comercial. Nada impede que você comece com um kit doméstico para avaliar sua decisão. Consulte com a nossa Central de Atendimento, os valores aproximados para investimento em ranicultura comercial e as possibilidades de ganho com a mesma.

 

Globo Rural 1999
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